Cabo Verde é um país insular localizado em um arquipélago no Oceano Atlantico Central constituído por dez ilhas vulcânica com uma área de terra combinada de cerca de 450 a 500 KM. Essas ilhas ficam entre 600 a 850KM a oeste da península senegalesa do Cabo Verde, situada no ponto mais ocidental da África continental. As ilhas de cabo verde fazem parte da ecorregião da Macaronésia, juntamente com os Açores, ilhas canárias, a Madeira e ilhas selvagens.
O arquipélago de Cabo Verde terá sido descoberto no ano de 1460 por navegadores italianos e portugueses. Santiago foi a ilha mais favorável para a ocupação e assim o povoamento começa ali em 1462. Em 1956, Amílcar Cabral criou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), lutando contra o colonialismo e iniciando uma marcha para a independência. A 19 de Dezembro de 1974 foi assinado um acordo entre o PAIGC e Portugal, instaurando-se um governo de transição em Cabo Verde. Este mesmo Governo preparou as eleições para uma Assembleia Nacional Popular que em 5 de julho de 1975 proclamou a independência.

As ilhas se dividem em dois grupos: o barlavento e o sotavento. Do grupo barlavento fazem parte as ilhas de Santo Antão , Sao Vicente, Santa Luzia, São Nicolau, Sal e Boa Vista. E do sotavento e constituido pelas ilhas de Maio, Santiago, Fogo e Brava.











Amílcar Cabral|Nosso herói
Amílcar Lopes Cabral (Bafatá, Guiné Portuguesa, actual Guiné-Bissau, 12 de setembro de 1924 — Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político, agrónomo e teórico marxista da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Em 1955, Cabral participa da Conferência de Bandung e toma conhecimento da questão afro-asiática. Em 1959 juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Em 3 de agosto de 1959, o partido teve participação na greve de trabalhadores do porto de Pidjiguiti, fortemente reprimida pelo governo colonial, resultando na morte de 50 manifestantes e no ferimento de outras centenas.
Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri. Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: “Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios.” Aristides Pereira substituiu-o na chefia do PAIGC. Após a morte de Cabral, a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada, unilateralmente, em 24 de Setembro de 1973. Seu meio-irmão, Luís de Almeida Cabral, é nomeado o primeiro presidente do país.



“O nosso povo africano sabe muito bem que a serpente pode mudar de pele, mas é sempre uma serpente”.
Amílcar Cabral
A Morna
A morna é um género musical e de dança de Cabo Verde proclamado Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO a 11 de dezembro de 2019. Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, a morna reflecte a realidade insular do povo de Cabo Verde, o romantismo intoxicante dos seus trovadores e o amor à terra (ter de partir e querer ficar). Nos últimos anos, a morna foi levada a ser conhecida internacionalmente por vários artistas, nomeadamente em França e nos Estados Unidos, sendo a mais famosa Cesária Évora.
A morna é o género musical que mais identifica o povo cabo-verdiano. Alguns géneros musicais de Cabo Verde podem ser mais ou menos apreciados pelos nativos conforme a idade do ouvinte, a época, a ilha de origem, o gosto pessoal, mas a morna é o único género que consegue ser largamente transversal a todos os grupos etários, cronologicamente, geograficamente, etc. É também o único género que sempre gozou de mais prestígio e de um carácter mais «nobre» em Cabo Verde.
A rainha da Morna|Cesária Évora
Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941 – Mindelo, 17 de dezembro de 2011) foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda a história da música popular cabo-verdiana. Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora foi maioritariamente relacionada com a morna, por isso também apelidada de “rainha da morna”. Era conhecida como a diva dos pés descalços.


